Cidade de Nova York proíbe uso de IA em escolas públicas

Medidas são as mais restritivas nos EUA até o momento e devem afetar 600 mil alunos até o oitavo ano do ensino fundamental.

Por Luisa Costa 3 set 2026, 21h00
Sala de aula vazia com carteiras e cadeiras de madeira e metal, dispostas em fileiras. Na parede azul clara, dois mapas-múndi coloridos e um quadro de avisos amarelo com moldura vermelha. Raios de sol atravessam a janela, criando sombras no chão e nas paredes. O ambiente transmite uma atmosfera tranquila e nostálgica
 (Seen/Unsplash)
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A cidade de Nova York vai proibir o uso de inteligência artificial por alunos de escolas públicas até o oitavo ano do ensino fundamental, segundo anunciou o prefeito Zohran Mamdami na última quarta-feira (2).

A medida começa a valer no início deste ano letivo, neste mês de setembro, e deve afetar 600 mil crianças e adolescentes que estudam na cidade – cerca de dois terços de todos os alunos das escolas públicas de Nova York.

“A indústria de tecnologia deseja que nós acreditemos que a educação infantil impulsionada pela IA não é só inevitável, é necessária”, disse Mamdami em uma coletiva de imprensa. “Mas não vemos dessa forma.”

“As crianças precisam de professores e de conexão humana para aprender e crescer”, disse o prefeito de Nova York. “Elas precisam desenvolver habilidades ao lado de seus pares, construir relacionamentos com educadores e lidar com problemas complexos por conta própria.”

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Os alunos de escolas públicas em Nova York estarão proibidos de usar ferramentas de IA até ingressarem no ensino médio, por volta dos 14 e 15 anos. Após essa idade, os adolescentes poderão usar a tecnologia com restrições na sala de aula, especialmente para estudar o funcionamento, as oportunidades e as armadilhas da inteligência artificial.

O Departamento de Educação afirmou que vai restringir ou modificar aproximadamente 40 aplicativos com recursos de IA que os alunos da cidade atualmente usam para aprender matemática, inglês e outras matérias.

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Chatbots de companhia, que oferecem apoio emocional, estarão banidos para todos os estudantes, e telas individuais não serão permitidas até o quarto ano. O Departamento ainda recomenda limitar o tempo de tela em sala de aula a 30 minutos para alunos até o quinto ano e 45 minutos para alunos do sexto ao oitavo ano.

Os professores de Nova York podem usar ferramentas de IA para criar planos de aula e traduzir materiais, por exemplo, mas não devem consultar ChatGPT e afins para determinar notas ou decidir como aconselhar estudantes.

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A cidade de Nova York possui a maior distrito escolar dos Estados Unidos, com mais de 900 mil alunos matriculados no ano letivo de 2024 e 2025.

As medidas recém-adotadas são as mais restritivas até o momento nos Estados Unidos e estarão em voga pelo menos durante este ano letivo, podendo sofrer alterações no próximo ano.

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São medidas que surgem em meio a reivindicações de pais e responsáveis para limitar o uso da tecnologia em sala de aula – eles temem que o uso de IA atrapalhe a saúde mental e o desenvolvimento cognitivo das crianças.

Quais profissões serão as mais afetadas pela IA?

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