Usuários do Gemini grátis terão só o modelo Flash-Lite a partir de 9 de outubro

Quem assina o AI Plus também perde a versão Pro, e só os planos mais caros continuam com os três modelos disponíveis

Por Leo Caparroz 8 out 2026, 15h00
Ícone de estrela de quatro pontas com gradiente de cores do vermelho ao azul e verde, sobre fundo branco arredondado, em um fundo azul pontilhado
 (Montagem sobre reprodução (Google)/VC I.A.)
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Usuários do Gemini grátis terão só o modelo Flash-Lite a partir de 9 de outubro Priorizar nos meus resultados Google

Se você abrir o Gemini em um plano gratuito, vai ver a seguinte mensagem: “em breve, os modelos Flash e Pro só estarão disponíveis nos planos pagos. Você ainda terá acesso ilimitado ao Flash-Lite, que combina velocidade e inteligência”.

Pois é, acabou a festa de modelo no Gemini. A partir de 9 de outubro, segundo a página de ajuda do Google, quem usa conta pessoal sem assinatura com IA fica apenas com o Flash-Lite.

Modelos e planos

O Flash-Lite é o modelo mais barato de operar da família. O Flash fica um degrau acima, e o Pro foi desenhado para raciocínio avançado e tarefas mais complexas. Na prática, quem usa o Gemini de graça vai perder justamente os dois modelos mais capazes.

O plano AI Plus também vai mudar: ele vai manter o Flash-Lite e o Flash, mas perder o Pro. A atualização dele ainda não tem data; o assinantes vão receber um e-mail do Google dizendo quando ela passa a valer para cada conta.

Os planos AI Pro e AI Ultra continuam com os três modelos. Os dois também têm acesso ao Deep Think, opção que a empresa descreve como o máximo de raciocínio paralelo.

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Disponibilidade dos modelos após as mudanças:

Tabela comparando planos de IA do Google com modelos Gemini. O plano Sem plano permite Flash-Lite. AI Plus permite Flash-Lite e Flash. AI Pro e AI Ultra permitem Flash-Lite, Flash e Pro
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Esforço e limites

O Google também vai adicionar níveis de esforço dentro de cada modelo. No chat, você vai poder escolher se o Gemini fará um esforço baixo, médio ou alto na sua resposta. Mais esforço rende respostas mais completas, mas gasta mais do limite de uso.

Os limites mudaram em 17 de maio de 2026 e agora seguem o consumo de recursos computacionais. O uso é renovado a cada cinco horas, até bater o teto semanal. O cálculo considera a complexidade do comando, os recursos usados e a duração da conversa. Geração de imagens, vídeos e músicas, Deep Research, o modelo Pro e o raciocínio estendido consomem mais.

Os planos pagos têm tetos maiores. O AI Plus oferece o dobro do limite padrão, e o AI Pro, quatro vezes. O AI Ultra chega a 5 ou 20 vezes o limite do AI Pro, dependendo da assinatura.

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O Google AI Plus custa R$ 24,99/mês; o AI Pro, R$ 96,99/mês; e o AI Ultra, um novo plano da empresa, custa a partir de R$ 779,90/mês.

Quem usa o Gemini de graça deve conferir o menu de modelos a partir de 9 de outubro. Assinantes do AI Plus devem ficar de olho no e-mail do Google para saber a data em que o Pro sai da conta.

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De acordo com o mercado

A mudança no funcionamento do Gemini o coloca mais perto de como as outras grandes IAs do mercado funcionam. Para a versão gratuita do Claude, a Anthropic libera os modelos Haiku e Sonnet; enquanto o Opus e o Fable, mais capazes, ficam restritos aos planos pagos. A OpenAI faz a mesma coisa com o ChatGPT: quem não paga só pode usar o Luna, e os planos pagos têm acesso ao Terra, ao Sol e ao Astra.

Com os níveis de esforço é a mesma coisa: o Claude deixa você escolher entre esforço baixo, médio, alto e extra; enquanto essa função só está disponível para o ChatGPT-6.1 Sol, segundo a OpenAI.

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