Trump disse que renomeou a inteligência artificial para “superinteligência”
O presidente disse que o termo "artificial" parece "falso". Todos os documentos dos EUA agora vão usar o novo nome, e ele quer que o mundo siga a mudança
Parece que Donald Trump gosta muito de botar novos nomes nas coisas. Depois de tentar renomear o Lago Ontário e o Golfo do México para Lago América e Golfo da América, o ‘Marcelo, Marmelo, Martelo’ dos EUA quer dar um novo nome para a inteligência artificial. Um que, segundo ele, seria mais apto às capacidades da tecnologia.
Em um discurso nessa terça-feira (22), na Assembleia Geral da ONU, o presidente americano disse que o país estava “oficialmente” renomeando a inteligência artificial. Agora, os Estados Unidos vão ser referir à tecnologia como “Superinteligência”.
“O uso da palavra ‘artificial’ faz ela parecer falsa, e não é falsa. Na verdade ela é incrível”, defendeu Trump. “De hoje em diante, todos os documentos dos Estados Unidos, e esperamos que do mundo todo, vão ser alterados para usar o nome que é muito mais apropriado, ‘super’ no lugar de ‘artificial’. Em outras palavras, bem-vindos ao novo mundo da superinteligência”.
O presidente americano apresentou a nova sigla, que agora seria SI ao invés de IA. Talvez a nossa revista tenha que se chamar VC SI daqui em diante?
“Soa muito melhor, é muito melhor e muito mais apropriado”, disse.
Como já dito mencionado no começo desse texto, Trump já havia decretado a mudança de nomes do Golfo do México e do Lago Ontario, mas ele também quis mudar os nomes do Kennedy Center e do Monte Denali. Mapas digitais foram bem rápidos em ceder ao presidente e trocar as nomenclaturas desses locais para usuários nos EUA. Dessa vez, em que a mudança é bem mais ousada, ele disse: “vamos ver se eu tenho algum poder. Talvez eu tenha, talvez não; vamos descobrir muito em breve”.
Alguns dias atrás, Trump fez um post no Truth Social (rede social da qual ele é dono) com uma enquete para que o povo americano escolhesse o novo nome da inteligência artificial. No post, ele diz que “muitas pessoas acham que as palavras ‘Inteligência Artificial’ são imprecisas e pouco elegantes”. Ele defendeu que “uma descrição muito mais elegante e precisa desse novo fenômeno seria Inteligência Superior (IS), Inteligência Extrema (IE) ou Inteligência Suprema (IS)”. Nessa votação (já encerrada), Inteligência Superior venceu.
O nome Superinteligência só apareceu em outra enquete, que o presidente publicou ontem (21).
Algumas horas depois, Trump publicou uma mensagem afirmando que as tentativas de promover “a dizimação, ou destruição, da IA” são uma das “muitas” farsas do partido democrata americano. Ela é comparável, nas palavras dele, a “RÚSSIA, RÚSSIA, RÚSSIA, UCRÂNIA, UCRÂNIA, UCRÂNIA, Aquecimento Global, Farsa do Impeachment nº 1, Farsa do Impeachment nº 2, Homens em Esportes Femininos [e] Transgênero para Todos”.
Trump insistiu que, como presidente do EUA, “não ficará de braços cruzados e deixará isso acontecer”. Ele acrescentou que essa suposta farsa “começou com um ataque aos nossos data centers, até que as pessoas perceberam o quanto eles eram valiosos e prestigiosos para as comunidades onde foram construídos”. No entanto, após o que ele descreveu como o fracasso da “insana ofensiva contra os data centers”, os críticos agora estão “atacando diretamente a IA”.
Na mesma publicação, ele também anunciou a criação de uma “AI Force”, nos moldes da Space Force criada em seu primeiro mandato, e disse que vai nomear em breve um “czar” para o setor: “Apenas indivíduos com QI elevado devem se candidatar.”
A fala de Trump acontece em meio a uma escalada nesse debate, puxada pela saída recente de um pesquisador da Anthropic que alertou publicamente sobre os perigos da IA descontrolada. Enquanto isso, o presidente segue defendendo menos regulação, apostando na corrida tecnológica dos EUA contra a China.





