NEGÓCIOS
Por Leo Caparroz
Dario Amodei, cofundador e CEO da Anthropic, publicou um longo ensaio no último sábado (12) pedindo para que a indústria da IA desacelerasse.
Segundo ele, a Anthropic vai passar "controlar o ritmo" do seu desenvolvimento, dando tempo para que empresas construam salvaguardas e reguladores consigam avaliar os sistemas. Segundo ele, "desenvolver a IA rápido demais é imprudente".
Ele disse ter medo de que, após centenas de agentes da OpenAI terem invadido o site da Hugging Face, agentes com capacidades superiores e igualmente desalinhado pudessem causar prejuízos de centenas de bilhões de dólares ao "tomar conta de toda a internet".
Uma hora depois da publicação de Amodei, Elon Musk fez um post concordando. Simples, três palavras: "Dario está certo".
Musk já está alertando para os perigos da IA faz um tempo. Depois de seu post em que concordou com Dario, ele puxou uma publicação de 2014 na qual afirmou que é preciso “ter muito cuidado com a IA" e disse que ela é "potencialmente mais perigosa do que armas nucleares.”
Sam Altman, CEO da rival OpenAI, também fez uma publicação apoiando a decisão do CEO da Anthropic. "Concordo com o Dario que precisamos dosar o ritmo de avanço da tecnologia. Esse tem sido um tema central nas discussões que tivemos na OpenAI nas últimas semanas", escreveu Altman.
Ele também disse que a OpenAI vai aderir ao mesmo compromisso que a rival. "Comprometer-se a contar com avaliadores independentes que tenham acesso equivalente ao de funcionários é uma excelente ideia, e nós faremos o mesmo. Teremos mais novidades em breve".
Com todas as preocupações relacionadas à segurança, Altman ainda revelou que a OpenAI não vai abrir seu capital em 2026. “Considerando tudo o que está acontecendo com a segurança, agora seria um momento imprudente para tornar isso público, e não sentimos pressão para tal”, afirmou.
Em entrevista à Fortune, Altman ainda foi questionado por que ele, Amodei, Musk e os CEOs da Meta e do Google não se reuniram para “alinhar posições” sobre uma desaceleração coletiva, e ele afirmou:
“Acho que isso vai acontecer. Não vou anunciar antecipadamente conversas privadas que, na minha opinião, deveriam ser compartilhadas como um grupo em algum momento. Mas, sim, acho que isso vai acontecer."