MELHORES PRÁTICAS
Por Leo Caparroz
A maioria das pessoas usa o ChatGPT para executar tarefas, escrever emails, resumir documentos... Mas usar chatbots de maneira colaborativa pode desbloquear um potencial maior. Veja cinco dicas a seguir.
Estudos mostram que grandes modelos de linguagem (LLMs) como o ChatGPT tendem a concordar com o usuário. São elogiosos, exaltam ideias e reforçam argumentos não tão bons assim.
Por isso, evite perguntar “o que acha desta ideia?”. Pergunte “quais os maiores problemas desta ideia?”. Peça que o ChatGPT defenda o lado oposto em um debate ou encontre falhas em uma estratégia.
Tira melhor proveito da IA quem tenta aumentar a própria capacidade de solucionar problemas, em vez de pedir respostas prontas. É uma forma de gerar conhecimento reutilizável e não se tornar dependente da tecnologia.
O ChatGPT é particularmente bom em organizar conhecimento em checklists, matrizes de decisão, frameworks... Em vez de pedir um plano de negócios, por exemplo, peça que ele crie um processo para você construir quaisquer planos no futuro.
Peça que o modelo execute determinada tarefa como se ele fosse um profissional específico. Em vez de dizer apenas "melhore esse texto", diga qual função o modelo deve simular: editor de uma revista de negócios, roteirista de documentário etc.
Esse estilo de prompt (chamado persona prompt) define critérios implícitos de qualidade e garante que as respostas se alinhem com a perspectiva desejada pelo usuário.
Quanto mais contexto o modelo recebe, melhores são as respostas. Por isso, você pode incluir a seguinte frase no seu prompt: “Não me dê uma resposta ainda. Faça uma pergunta por vez até entender minha situação”.
Para entender um assunto, peça que o ChatGPT explique em três níveis de profundidade. Isso obriga o modelo a estruturar o conhecimento de forma hierárquica. E você entende rapidamente a visão geral, sem abrir mão dos detalhes.